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Somos jovens escolhidos pelo Senhor! Com a missão de realizar tudo que Ele sonhou para nós. Buscamos o conhecimento através da sua Palavra revelada (BÍBLIA). Queremos ser chamados de "Obreiros aprovados"! Somos membros do Ministério Discipular em Irajá. JUNTE-SE A NÓS!
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domingo, 28 de junho de 2009

AMOR, A VIRTUDE SUPREMA


QUERIDOS COLEGAS DE ESTUDO, HOJE NÃO COLOCAREI UM ESTUDO MAIS DETALHADO SOBRE O TEMA: "Amor, a virtude suprema" POIS INICIAREMOS HOJE UM ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO. MAIS GOSTARIA DE DEIXAR UM COMENTÁRIO EXTRAÍDO DA OBRA DE MYER PEARLMAN ( Epístolas Paulinas pg.22)QUE ACREDITO SER MUITO INTERESSANTE.

Assim como a pureza e a fé o amor é uma das qualidades que revelam a presença de santificação na vida do crente.
A vida vitoriosa, não somente vence os pecados mais grosseiros, como também aqueles que muitas vezes não são considerados sérios, tais como: irritabilidade. ressentimento, respostas zangadas, mau humor e aversão a certas pessoas. O melhor tesrte para tudo isto é o seguinte: não seremos puros se não pudermos nos achegar a alguém, estender-lhe a mão e dizer-lhe: "Amo-o", isto é, com o mesmo amor descrito em 1 Coríntios 13. 1-13 :
"1 ¶ Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4 ¶ O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor."

Alguém poderá responder que um padrão tão alto exige um milagre, e realmente a santidade é sempre um milagre. Ninguém pode evitar que instantaniamante surja o ressentimento mediante uma afronta por nós recebida; mas Cristo reinando em nossa vida, ne dando-nos confiança de sre em nós a plenitude da vida. Pode dar-nos reações imediatas que são puras e santas. Cristo é o nosso exemplo supremo do amor . O Espírito Santo quem nos capacita a amar. Sem amor nada tem importância, uma vez que todas as coisas são anuladas pela ausência dele.

REFERÊNCIAS

Observações pessoais do autor

PEARLMAN,MYER. Epístolas paulinas. cpad.
RA. Bíblia Almeira revista e atualizada

sábado, 20 de junho de 2009

AJUDA AOS NECESSITADOS



AJUDA AOS NECESSITADOS (a contribuição cristã)

TEXTO: 2 Co 8 e 9

INTRODUÇÃO

A prática de ter tudo em comum (At. 4.32) foi abandonada muito cedo na história da Igreja. Aquele sistema, muito belo no seu devido lugra e época, foram passando quando o desenvolvimento da Igreja o tornou impraticável. Mesmo assim a benevolência cristã continuou a se manifestar de várias maneiras. Foi vista na comunhão entre as seções judaica e gentia da Igreja. Os gentios tinham sido pobres espiritualmente, “não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef 2.12). os pregadores judeus estavam pobres em coisas materiais, e os cristãos gentios expressavam a sua gratidão ao trazer-lhes ajuda financeira. Esse foi um dos argumentos de Paulo, o apóstolo, enquanto levantava oferta em prol dos cristãos necessitados da Judéia (Rm 14.26,27). O objetivo de levantar a oferta era duplo: primeiro ,era aliviar o infortúnio financeiro dos santos judeus; segundo, fortalecer os vínculos de comunhão entre os cristãos judeus e gentios.
Tiraremos nosso estudo daqueles capítulos de segunda Coríntios nos quais Paulo apela aos coríntios para contribuírem para esse fundo específico. O capítulo seguinte é um resumo dos pensamentos dominantes daqueles. Paulo como que diz: “ a um ano vocês me transmitiram a certeza que dariam uma oferta liberal aos santos judeus necessitados, de tal maneira que, em todos os lugares estou apontando vocês como um exemplo de generosidade dizendo: ‘faz um ano que a Acaia está pronta’ . agora estou enviando Tito e outros companheiros, afim de receberem as mesmas ofertas. Por favor, estejam prontos com a contribuição: pense como será embaraçoso para mim se vocês não se comportarem à altura daquilo que tenho dito obre vocês. Digo isso não somente por mim, porque não tiro lucro disso, nem somente por cauã dos necessitados da Judéia, que darão graças a Deus por esse sinal do seu amor cristão, mas também por amor a vocês, para que possam ceifar a benção que Deus prometeu àquele que dá com alegria”.
Nosso tópico será: a contribuição cristã- sua origem, sua natureza, sua expressão sua recompensa.


I- A ORIGEM DA CONTRIBUIÇÃO CRISTÃ (2Co 8.1)

Nesse verso, Paulo conta aos coríntios acerca da extrema liberalidade dos Macedônios (as igrejas de Filipos, Tessalônica e Beréia); era sua prática despertar o zelo de uma igreja citando o exemplo de outra ( 2 Co 9.2). Ressalta o fato de que sua generosidade era prova da graça que recebiam do Espírito Santo ( cf. At 4.33,34). Seja qual for o sistema financeiro operante de uma igreja , é a graça de Deus trabalhando em seus corações que inspirará a liberalidade. A vários tipos de graça: a graça preventiva, que trás o pecador para Deus; a graça salvadora, que o transforma em filho de Deus; a graça cooperadora, que ajuda o crente na vida de santidade e a graça sustentadora que o ajuda a passar por provações e tristezas. A também a graça de dar, mediante o que a realidade do Espírito inspira os cristãos com liberalidade.

II- A NATUREZA DA CONTRIBUIÇÃO CRISTÃ ( 2 Co 8.2 – 5)

Paulo desperta o zelo dos coríntios ao citar o exemplo da Macedônia, cuja a beneficência era:

1. ABNEGADA. O verso 2 tem sido interpretado: “no meio de uma severa provação de
dificuldade, sua alegria abundante e sua profunda pobreza juntamente derramaram uma inundação de rica generosidade”. Essas igrejas tinham problemas financeiros próprios:havia exércitos estrangeiros ocupando o país, e conseqüentemente havia muita pobreza. Além disso, estavam sofrendo severa perseguição por parte de seus patrícios, e isto afetaria os que faziam negócios ou eram empregados dos pagãos. A despeito de tudo isso, porém, tinham boa vontade em participar dos fardos dos outros, cumprindo assim a lei de Cristo . A graça de Deus lhes deu força para agüentar mais esse fardo. O verso um tem sido traduzido: “ora, quero lhes contar, irmãos, a cerca do dom gracioso que ele deu às igrejas da Macedônia - o dom da generosidade”.

2- ESPONTÂNEA. “Deram voluntariamente”. As pressões externas podem levar as pessoas a contribuir com relutância, mas depois se sentem como o indivíduo estonteado, que vai sarando do choque causado pelos poderes quase hipnóticos da eloqüência mágica de um vendedor de alta pressão! No caso dos Macedônios, não se tratava de pressões externas, mas do amor de Deus vindo de dentro, que os levava a contribuir.

3- SINCERA. “Pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação desse serviço, que se fazia para com os santos”. Podem ser pleiteadas muitas desculpas – a falta de conhecimento pessoal dos santos judeus, suas próprias obrigações, a caridade começa em casa etc. A despeito de tudo, deram com uma literalidade que deixou Paulo atônito, por certo, Paulo, conhecendo a sua pobreza e o tamanho da oferta, deve ter dito: ”amigos, vocês não podem ofertar uma soma tão grande”. Esses crentes pobres, porém, insistiram para que ele aceitasse o dinheiro. Por quê? Consideravam que era um privilégio contribuir, tinham a graça da generosidade.

4- ESPITITUAL. ( v. 5). A oferta era uma expressão da sua inteira consagração à vontade de Deus. Tendo entregue tudo a Deus, foi-lhes fácil dar uma parte. A dádiva deles era um ato da propriedade mais alta, em que eles como sacerdotes espirituais que pertenciam a Deus, apresentavam sua contribuição como reconhecimento de que a Deus pertencia tudo (cf. 1 Cr 29.24-18; Hb 13.16). Algumas pessoas podem imaginar que uma oferta é uma intrusão das coisas seculares nas coisas sagradas; na verdade, porém a oferta deve fazer parte do culto tanto quanto à oração e à benção.
Os macedônios não somente deram o seu dinheiro, como deram a si mesmos aos apóstolos como seus ajudadores. A sua consagração incluía dar o seu tempo e a sua energia e não somente seu dinheiro.

III- SEU EXEMPLO (2 Co 8.6-9)

1. EXEMPLO DOS MACEDÔNIOS. O sucesso da coleta na macedônia induzira Paulo a enviar Tito para Corinto para iniciar uma coleta ali também. A liberalidade cristã é um meio de graça, no sentido de obter o favor divino para conosco (At 20.35).

2. O EXEMPLO DE CRISTO (v.9).. O Apóstolo Paulo descortina o supremo motivo para a contribuição cristã – o exemplo de Cristo. “Para que pela a sua pobreza vos tornásseis ricos”. Através da sua humilhação, Jesus fez com que as riquezas de Deus estivessem disponíveis a todos. Levou nossos pecados sobre os seus ombros para que nós nos tornássemos santos. Foi feito maldição para que nos fôssemos abençoados. Sofreu a morte, a fim de que nós pudéssemos viver para sempre. Sofreu as tristezas da terra, a fim de que nós pudéssemos desfrutar das alegrias do céu.

IV. SUA EXPRESSÃO (2 Co 9.6-8)

Quais são algumas das características da contribuição cristã?

1. LIBERALMENTE (v.6)
2. COM BOA VONTADE. “cada um contribua segundo o seu coração”.
3. COM ALEGRIA. “não com tristeza ou por necessidade”

V. SUA RECOMPENSA ( 2 Co 9.7,8)

1. APROVAÇÃO DIVINA . “Deus ama quem dá com alegria”. O Senhor vê o seu próprio caráter refletivo naquele que dá com alegria e generosidade, pois Ele é um Deus galardoador.

2. A PROVISÃO DIVINA (v.8). Deus é fonte de bênçãos ilimitadas. A fonte da graça de deus flui, a fim de que as nossas necessidades sejam plenamente supridas.Deus nos concede a sua graça, a fim de que nos tornemos uma benção para os outros “a fim de que...superabundeis em toda a boa obra”.

CONCLUSÃO

Quando uma pessoa está vivendo na graça de Deus? Quando tem prazer em fazer aquilo que deve fazer. Quando uma pessoa gosta de contribuir porque ama a Deus, então, para ela, o dar é uma graça. Dá não primariamente à igreja ou ao indivíduo, mas a Deus.


REFERÊNCIAS

PEARLMAN, MYER . Epístolas Paulinas. Cpad.2005

sábado, 6 de junho de 2009

OS DONS ESPIRITUAIS



OS DONS ESPIRITUAIS

Por Andréa Vieira


TEXTO ÁUREO:

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1 Co 12.7)INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos acerca dos Dons Espirituais derramado sobre a Igreja de Cristo. Desde sua decida no dia do Pentecostes o Espírito Santo vem capacitando a Igreja a anunciar o Evangelho com ousadia e intrepidez, concedendo seus Dons de maneira sobrenatural. Muitas pessoas confundem dom com talento. Mas existe uma grande diferença ente eles. Talento é uma aptidão natural; habilidade; capacidade humana natural. Enquanto que o Dom, vem da palavra grega “carisma” – significa habilitação do favor e da graça de Deus. Os dons espirituais não são para ser usados para os nossos deleites , mas para o enriquecimento da nossa vida cristã.



I. DONS CARISMÁTICOS

Os Dons Espirituais são capacitações concedidas por Deus, de forma sobrenatural, aos cristãos, para instruir e trazer novas almas para o corpo de Cristo (Igreja) e viabilizar seu ministério (1 Co 12:7-11).
Esses Dons são outorgados pelo Espírito Santo a Igreja, com a finalidade de aperfeiçoar os Santos para o desempenho da obra de Cristo.
Os Dons carismáticos podem operar em conjunto de diferentes maneiras. Estas manifestações do espírito são de acordo com a vontade do mesmo, ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos Dons. Não significa que uma pessoa que possui dons espirituais está sendo totalmente aprovada por Deus.
Dons espirituais e Fruto do Espírito não são as mesmas coisas. O dom é pra ser utilizado na Igreja enquanto que o Fruto do espírito é uma questão de caráter e santificação.

II. CLASSIFICAÇÃO DOS DONS

Paulo enumera nove dons que podem ser divididos em três categorias (variedades de dons):

• Dons de Revelação (dons de saber) – Aqueles que concedem poder para saber sobrenaturalmente. EX: palavra de sabedoria; palavra de conhecimento e discernimento de espírito.

• Dons de poder – Aqueles que concedem Poder para agir sobrenaturalmente. EX: Fé; dons de curar e operação de milagres.

• Dons de inspiração (manifestação verbal) - Aqueles que concedem Poder para falar sobrenaturalmente. EX: Variedade de línguas; interpretação de línguas e profecia.

III. DONS DE REVELAÇÃO (SABER)

a) Palavra da sabedoria (1 Co.12.8)
Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do E.S . Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito santo a uma situação ou problema específico (At.6.10; Cl 2.2-3).
b) Palavra do Conhecimento ou Ciência (! Co. 12.10).
Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia. (At 5.1-10; 1 Co 14.22-25).

c) Discernimento de Espíritos (1 Co 12.10)
Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom de discernir e julgar corretamente as profecias de distinguir se uma mensagem provém do E.S ou não.

IV. DONS DE PODER

a) DOM DA FÉ ( 1 Co 12.9)
Trata-se de uma fé sobrenatural especial comunicada pelo Espírito santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas ( 1 Co 13:2)
Exemplos da operação deste dom: 1 Rs 18:33-35; At. 3:1-6; Mt. 9.20,21.

b) DONS DE CURAR (1Co 12.9)
Esses dons são concedidos à Igreja para a restauração de saúde física, por meio de divinos e sobrenaturais ( Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4:29,30). Os dons de curar não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo ( 1 Co 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos.

c) OPERAÇÂO DE MILAGRES (1Co 12.10)
Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Os milagres em Éfeso são uma ilustração da operação deste dom (At. 19:11,12; 5:12-15).

V. DONS DE INSPIRAÇÂO (manifestação verbal)

a) VARIDADE DE LÍNGUAS ( 1 Co 12.10)
O falar em outras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, dá ao crente a comunicação direta com Deus.
Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito.

b) INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS ( 1 Co. 12.10)
Trata-se de capacidade concedida pelo Espírito santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas( 1Co . 14.6,13,26).

c) PROFECIA (1Co 12.10)
A profecia é a expressão vocal inspirada pelo Espírito de Deus. A profecia bíblica pode ser mediante a revelação, na qual o profeta proclama uma mensagem previamente recebida por meio de um sonho, uma visão ou pela Palavra do Senhor. O dom de profecia, hoje, não tem a mesma autoridade canônica das escrituras que são infalíveis.


CONCLUSÃO

Todos os Dons Espírituais são necessários e imprescidíveis tanto para a Igreja como um todo como para os seus membros em particular. Por isso devemos buscar com zelo os dons espirituais. Afinal, eles são um grandiosa dádiva da Graça divina ao nosso dispor.

REFERÊNCIAS


Bíblia Pentecostal CPAD
Lições Bíblicas – 2º trimestre de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA

A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA








TEXTO ÁUREO:

“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1 Co 11.26)

VERDADE PRÁTICA

A Santa Ceia não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto a sua vinda.


INTRODUÇÃO


Nesta lição iremos estudar a importância da Ceia do Senhor que mantém viva em nossa memória o sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus (Memorial). Explicaremos os elementos da Ceia que representam o corpo e o sangue de Cristo e descobriremos que além de memorial ela é uma profecia, um momento de comunhão,de gratidão e auto análise. ” Examine-se, pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” ( I Cor.11:28.)

I - A CEIA DO SENHOR: CONCEITOS E RECOMENDAÇÕES DIVERSAS

1.Conceito

É um rito distintivo da adoração cristã , instituído pelo Senhor Jesus á véspera de sua morte expiatória. Esta cerimônia foi realizada na presença dos discípulos mas intimamente ligados a ele. No entanto todos os cristãos participavam deste ato cristão. A Ceia é um momento de estrema comunhão entre os irmãos, momento esse: de harmonia, temor e reverência ao nosso Deus.

2. Recomendações acerca da Santa Ceia

No capítulo de I Cor. 11:25-29 o apóstolo Paulo informa aos coríntios os preceitos a seguir:

• Beber em memória de mim : Paulo exorta o que o mestre ensinou acerca da morte de Jesus.(v.24)

• Anuncio de sua morte na cruz: relembrando a sua morte .(v.26)

• Examinar a si mesmo: Momento de auto exame de nossa vida espiritual diante da Ceia .(v.28)

• Não Comer indignamente: Mostrando que precisamos discernir o corpo de Cristo, momento de reflexão(v.27)

• Aguardar a sua volta: A promessa de sua volta é marcada neste memorial.(v.26)


II - A CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR EM CORINTO

Na Igreja de Corinto as pessoas comiam muito e tomavam muito vinho ao ponto de se embriagarem neste cerimonial . Havia uma desordem naquele momento de comunhão entre os irmãos. O apóstolo Paulo faz algumas recomendações como:os irmãos deveriam participar como um ato de reflexão, de um modo digno,com reverência “De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriagase”. (I Cor.11:20,21), respeito devidos, fazer um auto exame antes de tomar o pão e beber o cálice. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR.”(I Cor.11:29) Naquela época o apóstolo Paulo endereça comentários sobre a Ceia do Senhor, pois alguns comiam alimentos sacrificados a ídolos. “Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.” (I Cor. 10: 14-17).


III - OS ELEMENTOS DA SANTA CEIA





Os elementos da Santa Ceia são : O pão e o Vinho por representarem respectivamente, o corpo e o sangue de Jesus.

1. O pão -
Simboliza o corpo de Cristo, representando o sacrifício de Cristo por nós (Jo 3:35). Naquela época o pão era considerado o alimento principal nas refeições. “E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.” (Mt. 26:26). Comer o pão simboliza a participação nos benefícios trazidos pela morte de Cristo.

2. O vinho -
Simboliza o seu sangue derramado na Cruz do calvário (I Pe. 1:18,19). “E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.” (Mt .26:27,28). A nova aliança instituída por Cristo é um pacto de sangue. Deus aceitou o sangue de Cristo. (H b. 9:14-24).

IV - LIÇÕES DOUTRINÁRIAS DA SANTA CEIA

Destacaremos algumas lições ou ensinos doutrinários da ceia do Senhor até a volta de Jesus.

1 . A Santa Ceia é um Mandamento do Senhor.

Jesus ordenou duas vezes: “fazei isto em memória de Mim” (1Co.11.24-25)

2 . É um Memorial Divino.

“Em memória de mim”(vv.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar (1 Pe 1.18,19; Jo 1.29). Como tal a Santa Ceia comemora algo já realizado (Lc 22.19).

3 . É uma profecia a respeito da volta de Jesus.

“anunciais a morte do Senhor até que venha”(v.26). A Igreja ao estar celebrando a Ceia do Senhor, está também anunciando a todos a sua vinda. “E digo-vos que desde agora, não beberei deste fruto da vide até aquele Dia em que beba de novo conosco no Reino de meu Pai”(Mt 26.29).

4 . Deve ser precedida de auto-exame do participante.

Trata-se do auto julgamento do cristão diante de Deus, quanto ao seu estado espiritual (v.31). Esse auto-exame deve ser feito com o auxílio do Espírito Santo e tendo a nossa consciência alinhada ás Escrituras.

5 . Um discernimento espiritual.

Participar da Ceia do senhor sem discernir “o corpo do Senhor” (v.29), é ter os santos elementos da Ceia como coisas comuns, e não como emblemas do corpo e do sangue de Cristo.

6 . Ocasião propícia ao recebimento de bênçãos.


“O cálice de bênçãos que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é, por ventura, a comunhão do corpo de Cristo?”(10.16). Portanto, me atrevo a dizer que não há hora mais propícia para que Deus derrame suas copiosas bênçãos sobre os seus filhos amados. A própria Escritura nos relata que houve milagres na preparação da primeira Ceia ( Lc 22. 10-13).

7. Um momento de gratidão a Deus.
Na Ceia trazemos a memória o grande amor de Deus Pai ao entregar o seu próprio filho pra morrer em nosso lugar; o amor de Deus Filho ao aceitar dar a sua vida por nós e percebemos que não há amor maior que o amor de nosso deus. Na Ceia do Senhor todo crente deve ser agradecido “E tendo dado graças “ (v 24). Em todos os registros da Ceia vemos a ação de graças a Deus: 1 Co 11.24; Mt 26.27; Mc 14.23; Lc 22.19.

8. É para os discípulos do Senhor.

Conforme Lc 22.14, Jesus levou apenas os doze para a mesa da Páscoa, seguida da ceia do Senhor. Se a Ceia fosse para qualquer um, ele teria chamado a todos sem distinção. A Santa Ceia é para os santos em cristo Jesus.

9. Momento de profunda Adoração.


É um momento de profunda devoção a Deus. “e tendo cantado um hino” (Mt 26.30). Como Jesus cantou à sombra da sua cruz, não podemos compreender e nem explicar!

10. Alimento espiritual.

Devemos participar desse Santo Memorial convictos de que seremos alimentados espiritualmente. Jesus é o Pão da vida.

11. Condena a duplicidade religiosa.

“não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (10.21). A Santa Ceia é incompatível com a duplicidade da vida espiritual do cristão (Sl 119.113; Mt 6.24; 2 Co 6.14).

V- A SANTA CEIA EM SUA CELEBRAÇÃO PODE SER CARACTERIZADA EM TRÊS MOMENTOS DISTINTOS:

1. Passado - É um memorial (Gr. Anamnesis; v.v 24-26; Luc. 22:19) da morte de Cristo no calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação. Através de sua morte podemos obter a remissão de nossos pecados. Também é um ato de ação de graças (Gr. Eucharistia) seu sacrifício por nós.

2 . Presente - É um ato de comunhão (Gr. Koinonia) com Cristo e os demais membros do seu Corpo. ( I Cor.10:16,17).

3 . Futuro (profético)- É um antegozo do Reino futuro de Deus e do banquete messiânico futuro, quando então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mat. 8:11, 22:1-14; Mc. 14:25; Luc. 13:29;22:17,18:30).
É importante observarmos também sobre a profecia da volta de Jesus.

VI - CONCEITOS TEOLÓGICOS

Os cristãos apontam 03 pontos a respeito o que Jesus disse no texto: ” E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.” I Cor. 11:24.

• Alguns crêem que o pão é o próprio corpo de Cristo, e o vinho o sangue literalmente.(Transubstanciação) visão aderida pela Igreja Católica Romana.

• Alguns crêem que o pão e o vinho permanecem inalterados, mas espiritualmente Cristo está presente no pão e no vinho. (Consubstanciação) Termo adotado pelos Luteranos.

•
Para outros o pão e o vinho há apenas uma simbologia do Corpo e do sangue de Cristo ( Ordenança). “E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a Páscoa.” (Mt. 26:19).

1 Transubstanciação -

É o conceito de que na ministração da Santa Ceia o pão e o vinho após a oração é transformado literalmente no próprio corpo e sangue de Jesus. Este conceito foi adotado pelos católicos em 1215 e depois reafirmado no concilio de Trento em 1551.

2. Consubstanciação -

Este outro conceito ensinado por Lutero, mostra que: Cristo se une ás substancias do pão e do vinho,numa simbologia, porém os elementos do pão e do vinho estão presentes espiritualmente. Para este pensamento os elementos permanecem imutáveis.

3. Sacramento -

É um juramento ou um ato de purificação da alma. Porém quem pode nos purificar é sangue de Jesus. (I Jo 1:6-7). É considerado rito religioso.

4. Ordenança

(Gr. Dikaiõna), esse termo na língua grega tem o significado de regulamento ou uma ordem, forma de ordenar algo por alguém. “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz” (Ef. 2:15) . Nós adotamos este conceito. É um rito simbólico que põe em destaque as verdades centrais da fé cristã, e que é obrigação universal e pessoal. O batismo e a Ceia do Senhor são ritos que se tornaram ordenanças por ordem especifica de Cristo.

CONCLUSÃO

A Santa Ceia do Senhor é um memorial instituído por Jesus aos seus discípulos, através do seu sacrifício vicário na Cruz do calvário levando-nos a reflexão de nossas vidas, em uma dimensão espiritual do passado, no presente ligando assim ao futuro na sua vinda. Na Igreja de Corinto as pessoas comiam demais, se embriagavam com vinho e faltava reverência neste ritual. O pão simboliza o corpo de Cristo, o vinho simboliza o sangue de Jesus derramado no calvário . Devemos nos apresentar diante do altar com um sentimento de reverência, respeito e compromisso com o Senhor Jesus que nos resgatou do pecado, garantindo assim a vida eterna. “Mas,se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (I Jo 1:7).

BIBLIOGRAFIA:

LIÇÕES BÍBLICAS 2º semestre de 2009 . CPAD

AV. Anotações pessoais J. sábios

SITE da Rede Brasil de Comunicação


QUESTIONÁRIO

1. DEFINA SANTA CEIA.

2. O QUE SIMBOLIZA O PÃO?

3. O QUE SIMBOLIZA O VINHO?

4. CITE TRÊS LIÇÕES DOUTRINÁRIAS DA SANTA CEIA DO SENHOR?

5. EXPLIQUE :

a) a ceia é um memorial.
b) a ceia é uma profecia.
c) é um momento de comunhão.
d) é um momento de gratidão.
e) um momento de adoração.
f) um momento de auto- exame.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

OS CRISTÃOS DIANTES DAS FESTIVIDADES RELIGIOSAS PAGÃS


Festas chamadas Juninas mais que não passam de festas oferecidas aos "santos"A Igreja Católica é incentivadora -daí o teor religioso da festa Junina, pois nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam desta festa. Este procedimento de "oferecer comida aos santos" é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da "festa".


COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS


TEXTO ÁUREO

"as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (1Co 10.20).


VERDADE PRÁTICA


O crente deve fugir da idolatria, dos objetos, festividades e reuniões que envolvem reverência e adoração aos ídolos.

ALGUNS EXEMPLOS:

Alimentos:

Doces de Cosme e Damião, oferendas a ídolos...
Doces de cosme e Damião (comidas sacrificadas aos ídolos)


Objetos:

patuás, broches e bijuterias com imagens e formas consagradas...
Objetos e adereços como Patuás, tornozeleiras, braceletes, que tem semelhanças com adereços usados nos rituais de Candomblé por aqueles que fazem suas "cabeças" para os "santos".


Festividades :

festas de São João, carnaval ...
carnaval (muito semelhante as festas celebradas a Vênus)



Reuniões :

roda da fortuna, Bingos, Ioga, etc...

Roda da Fortuna mais conhecida como "RODA" que tem laçado muitos cristão e que teve sua inspiração nas cartas de Tarô.



I - INTRODUÇÃO:


A Igreja de Roma estava cercada pela cultura idólatra. Em Roma havia muitas celebrações aos deuses da fertilidade. No dia 23 de abril, na festa das Vinálias, os romanos adoravam Júpter e Vênus Ericina, a “deusa das prostitutas”. No dia 28 de abril, Na Florália, adoravam a deusa dos rufiões e prostitutas. Essas atividades lembram as mazelas do “Carnaval moderno” (Rm 1.18-32). A festa dedicadas a esses demônios não se diferem das de hoje em dia, eram repletas de músicas,orgias, comidas, bebidas e excessos de todos os tipos. Nas oferendas de animais, uma parte era queimada no altar do ídolo, a outra era dada ao sacerdote, e a última era dada ao ofertante, que quase sempre a vendia no mercado. Nós devemos nos afastar dessas malignidades que induzem os homens à fornicação, ao adultério, às drogas e a feitiçaria.
Ser idólatra não significa apenas adorar uma imagem de escultura; mas também reverenciar o próprio eu, um objeto, uma pessoa ou qualquer coisa que tente anular o dever de o homem cultuar a Deus. Por isso, os cantores e pregadores não devem ser adorados, pois isto é uma forma velada de idolatria, que é condenada por Deus. Devemos orar por eles para que continuem sendo bênçãos nas mãos do Senhor, mas jamais devemos considerá-los nossos ídolos (Mt 4:10).

II - IDOLATRIA - SIGNIFICADO E ORIGEM:

A idolatria vem de duas palavras gregas: EIDOLON, que significa “ÍDOLO”; e LATREUNO, que significa “ADORAR, SERVIR, PRESTAR SERVIÇO SAGRADO”. A idolatria, portanto, consiste em cultuar ao ídolo, sendo uma das conseqüências da apostasia do ser humano. Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus, torna-se o seu deus, incluindo aí a avareza (Fp 3:19; Ef 5:5; Cl 3:5).
Quanto à origem, a prática da idolatria era desconhecida no mundo pré-diluviano. A Bíblia fala de violência, maldade e corrupção, mas não menciona a idolatria (Gn 6:5, 11-12). Esta começou com Ninrode, o construtor da Torre de Babel. Ele foi o primeiro a ser adorado como deus. Sua mulher, Semíramis, é a mãe de Adônis, ou Tamuz, divindade de Babilônia (Gn 10:9-12; Ez 8:14). As migrações humanas partiram de Babilônia para todos os quadrantes da terra, levando consigo suas crenças e divindades. Babilônia é, portanto, o berço da idolatria.

III - A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA:

I Sm 12:20-31 - Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza. 1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20).

O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos (Sl 115.4-8; 135.15-18); (1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5).

2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés (ver Dt 32.17) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios (cf 1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (1 Jo 5.19 cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20). Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).

3. A correlação entre a idolatria e os demônios:

vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (2Rs 21.3-6; Is 8.19; Dt 18.9-11; Ap 9.21). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (I Sm 28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.

4. O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia:
pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras (Mt 6.24 cf 1Co 10.21).

IV - DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA:

1. Ele advertia freqüentemente contra ela no AT:

(a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (Êx 20.3,4).

(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38).

(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).

2. Por não cumprir Suas ordens, Deus castigou Israel, permitindo que seus inimigos o dominasse.

(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.

(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18).

(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25).

3. O NT também adverte todos os crentes contra a idolatria.

(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.

(b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6;) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21).

V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).


QUESTIONÁRIO:

1) O que são coisas sacrificadas aos ídolos? E de exemplos para alimentos, festividades, objetos e reuniões. ( a resposta é livre e você poderá colocar exemplos pessoais).

2) Quando surgiu a idolatria na Bíblia e por que ?

3)Por trás dos ídolos ou idolatria há demônios? Escreva referências bíblicas que prove seu argumento.

4) Por que a cobiça é considerada Idolatria?

5) Deus não tolera nenhuma forma de idolatria. Cite três versículos do AT e do NT que faça referência a esta abominação.


FONTES DE CONSULTA:

1.Algumas anotações pessoais
2. Lições Bíblicas CPAD - 2° Trimestre de 1996 - Comentarista: Valdir Bícego.
3. Lições Bíblicas CPAD - 2° Trimestre de 1998 - Comentarista: Esequias Soares.
4. A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos
5. Pastor Geraldo carneiro Filho

segunda-feira, 11 de maio de 2009

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO




CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO

INTRODUÇÃO:

Há três instituições que Deus es¬tabeleceu na esfera humana: a famí¬lia, a nação e a igreja. A família foi a primeira a ser criada; as outras duas dependem dela. Para que elas cami¬nhem corretamente, abençoadas e felizes, precisam pautar-se pela Palavra de Deus, porque ali está a sua origem e as normas básicas para as três.

"O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O CASAMENTO?"

No Antigo Testamento a palavra hebraica para o verbo CASAR é “laqach”, cujo significado básico é o de “pegar pela mão, conduzir”. No Novo Testamente, o termo “gamos”, em grego, significa “casar, celebrar o casamento, ter relações sexuais” (Mc. 6.17; Lc. 14.20; Jô. 2.1-2).
A instituição divina do casamento está registrada em Gênesis. “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:23-24). Deus criou o homem e depois fez a mulher do “osso de seu osso”. O processo, como registrado, nos diz que Deus tomou uma das “costelas” de Adão (Gênesis 2:21-22). A palavra hebraica literalmente significa “o lado de uma pessoa”.

Por isto, Eva foi tomada do “lado” de Adão e é a seu lado que deve ficar. “E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea” (Gênesis 2:20). As palavras “ajudadora idônea” são a mesma palavra hebraica. A palavra é “ezer” e vem de uma palavra-raiz primitiva que significa ficar à volta, proteger ou auxiliar, ajudar, ajudador, assistir. Por tal razão, significa ajudar, assistir ou auxiliar. Eva foi criada para ficar ao lado de Adão como sua “outra metade”, para ser seu auxílio e sua ajuda. Um homem e uma mulher, quando se casam, se tornam “uma só carne”. O Novo Testamento adiciona um aviso a esta “unidade”: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6).
Jesus, no Sermão do Monte, destacou a natureza sagrada do casamento e reforçou o cuidado em relação ao mandamento de não cometer adultério (Mt. 5.31-32). Ainda que em Dt. 24.1 haja uma possibilidade de divórcio, em Mc. 10.2, Jesus declara sobre a possibilidade do divorcio,somente nos casos de imoralidade sexual do cônjuge (Mt. 5.32; 19.9).
Há várias epístolas escritas pelo Apóstolo Paulo que falam de assuntos que governam uma visão bíblica do casamento e como os cristãos nascidos de novo devem agir dentro de seu relacionamento de casados. Encontramos uma destas passagens em I Coríntios capítulo 7 e outra em Efésios 5:22-33.
A passagem de Efésios é especialmente profunda em sua magnitude em referência ao casamento bíblico bem sucedido. “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5:22-23). “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja” (Efésios 5:28-29). “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne” (Efésios 5:31). Quando estes princípios são escolhidos pelo marido e esposa, em harmonia com seus relacionamentos como crentes nascidos de novo, tem-se um casamento bíblico. Este não é um relacionamento assimétrico, mas um relacionamento que está em equilíbrio com o conceito de Cristo como cabeça do homem e mulher. Por esta razão, o conceito bíblico de casamento é o de unidade entre dois indivíduos, unidade que é uma representação da unidade do relacionamento de Cristo com Sua igreja.

A RELAÇÃO DO CASAMENTO: DOIS SE TORNAM UM

Juntar duas pessoas numa união completa descreve vividamente a beleza do casamento que Deus planejou. Deus não pretendia deixar o homem sozinho; então ele lhe deu a companheira perfeitamente adequada. Quando um homem e uma mulher se casam, eles formam uma nova e única unidade. Eles dividem uma relação sexual especial que jamais deve ser compartilhada com outros (1 Coríntios 7:3-5). Quando a mulher segue a liderança de amor do marido (Efésios 5:22-33), os dois participam juntos de sonhos e sofrimento, de conquistas e calamidades, do vigor da juventude e da fragilidade da velhice. Para este par privilegiado, a vida não se define mais com a palavra eu, e sim com a palavra nós.
Ao longo dos anos, a fusão de duas mentes na busca da mesma meta eterna cria uma intimidade e compreensão sem igual em relações humanas. A faísca de admiração no olhar de uma jovem noiva é apenas uma sombra do brilho constante no olho de uma mulher que superou décadas de desafios da vida com o homem que ela ama. O prazer que o noivo sente quando toma a mão da sua noiva é meramente um presságio do carinho que sentirá anos depois quando toma a mão de sua mulher, então envelhecida, para firmar os seus passos incertos.

O PERIGO DE DESCONSIDERAR OS PRINCÍPIOS DIVINOS

Aqueles que desprezam a perfeição do plano divino sofrem as tristes conseqüências de lares quebrados, corações esmagados, e espíritos quebrantados. Uma sociedade que apóia divórcios pecaminosos e incentiva casamentos ilícitos ceifará o que semeia. O sacrifício necessário para casamentos bem-sucedidos é sufocado pelo egoísmo que os destrói. O amor que fornece segurança é substituído pela lascívia que deixa esposas e filhos inocentes abandonados e desprotegidos num mundo cruel. Nem leis humanas nem doutrinas engenhosas podem mudar o fato que Deus permite apenas dois motivos para contrair novas núpcias: morte do primeiro companheiro (Romanos 7:3; 1 Coríntios 7:8-9,39) ou divórcio porque o parceiro cometeu adultério (Mateus 19:9).

Outros abusos da vontade de Deus também causam destruição:

• O sexo antes do casamento, incluído no termo bíblico fornicação ou relações sexuais ilícitas, sempre está errado (1 Coríntios 6:9-11,18; 7:2; Gálatas 5:19; Hebreus 13:4). Mesmo quando perdoado pela graça de Deus, o sexo antes do casamento, muitas vezes, traz graves conseqüências. Além das possíveis conseqüências físicas, a fornicação pode roubar o casamento posterior da intimidade especial que Deus fez para ser dividida exclusivamente por pessoas casadas.
• Relações homossexuais são outra perversão do plano de Deus. Todas as tentativas de "autoridades" humanas a defender a conduta homossexual como algo "natural" não podem apagar as palavras nítidas de Romanos 1:26-27 e 1 Coríntios 6:9-11. Homossexuais, como fornicadores, adúlteros e todos os outros pecadores, precisam se arrepender para buscar o perdão de Deus (Lucas 13:3; Atos 2:38; 8:22; Mateus 3:8).

DUAS QUESTÕES DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA QUE TEM SIDO CAUSA DO FRACASSO DE MUITOS CASAMENTOS:






1) NUM CASAMENTO CRISTÃO O JUGO DESIGUAL TEM QUE SER EVITADO (II Cor 6:14).

Esta questão do “jugo desigual” que, antigamente, era levada muito a sério, principalmente, pelos pais crentes, hoje caiu de importância, sendo aceito, ou tolerado. Todavia, Deus continua não aceitando a mistura entre justos e ímpios; entre o mundo e a Igreja (Dt 7:2-4).
No Casamento o jugo desigual pode existir entre os próprios Crentes. Para casar-se, portanto, mesmo que entre crentes, não se pode dispensar a oração. É sabido, de acordo com A Palavra de Deus, que entre os membros da Igreja Visível, ou das Igrejas Locais, existem os crentes salvos, as virgens prudentes, o trigo, os peixes bons, as árvores boas que produzem futos bons. Porém, existem também os crentes não salvos, as virgens loucas, o joio, os peixes ruins., as árvores ruins que produzem frutos ruins. Assim, só Deus, que conhece os corações, poderá, em resposta à oração, livrar seus filhos de um jugo desigual, dentro da própria Igreja.

2) O CASAMENTO DO “IRMÃO EM CRISTO” COM A “IRMÃ EM CRISTO” - um erro que pode ser evitado.

- o irmão casa-se com a irmã, ou vice-versa, quando o Casamento é realizado apenas com base nas afinidades espirituais, ou no “ágape”, que é o amor de Deus existente entre eles. Neste caso, o irmão não vê a mulher; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa; a irmã não vê o homem; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa. Este amor espiritual, ou divino, não tem malicia, não gera desejo carnal. A irmã, que é uma bênção, só vê o irmão, que também é uma bênção. Ela não consegue ver o homem que está no irmão.
Da mesma forma o irmão, que é uma bênção, só vê a irmã, que também é uma bênção. Ele não consegue ver a mulher que está na irmã. Se resolverem casar, sem consultar a Deus, este casamento tem tudo para dar errado. Não havendo o “Eros”, que é o amor carnal, o amor que gera desejo sexual, o relacionamento sexual será prejudicado e o Casamento poderá ser desfeito.
Quando isto acontece, muitos se surpreendem, e dizem: “não é possível! Os dois eram uma bênção! O Casamento tinha tudo para dar certo!”
Todavia, quem conhece A Palavra de Deus, sabe que aquele Casamento tinha tudo para dar errado! Os dois eram uma bênção…e continuariam sendo, se não tivessem casado! As duas bênçãos se casaram, os dois irmãos se casaram e constataram que não havia amor carnal para uni-los sexualmente. O irmão tinha se casado com a irmã em Cristo; a irmã tinha se casado com o irmão em Cristo! Deu errado!
Muitos continuam juntos. Geram filhos. Parece, aos olhos dos outros, que são felizes! Mas não são! Também não são mais uma bênção!
Para dar certo, o irmão tem que casar com uma mulher, que seja irmã; a irmã tem que casar com um homem, que seja irmão. É preciso que o homem veja a mulher que está na irmã e que a mulher veja o homem que está no irmão. Que sintam atração física um pelo utro.
Casar por ter dó do irmão, está errado! Casar por ter dó da irmã, está errado! Casar sem atração física está errado!
Pretender casar-se porque o irmão, ou a irmã é uma bênção, porque é um Obreiro, um Professor de Escola Dominical, porque os dois cantam juntos, porque têm comunhão, prazer em estar um perto do outro …tudo isto não basta!
Para que um Casamento possa dar certo, e cumprir seus três propósitos, é preciso que haja entre o casal, as três expressões do amor - o “ágape”, o “Eros”, o “philis”,ou seja o amor divino, o amor carnal e o amor amizade, ou social.




SEXO ANTES DO CASAMENTO!


'Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá'. (Atos dos Apóstolos, 15.29).

Sexo entre solteiros:
um assunto espinhoso, mas não menos importante. Estatísticas indicam que as maiores partes dos jovens cristãos fazem sexo antes do casamento! Muitos jovens evangélicos casam com 16, 17 ou 18 anos, sem nenhum planejamento, pois estão loucos para desfrutar da sexualidade “estando livres do pecado”. Boa parte da igreja fecha os olhos como se o problema fosse inexistente.
Sexo antes do casamento é fornicação, logo constitui em pecado. Isso é indiscutível! Flexibilizar pecado é diabólico, relativizar a verdade é trágico, portanto afirmamos biblicamente o que todos já sabem: que o sexo é uma intimidade reservada ao casamento. Agora, perante números tão grande de jovens envolvidos com sexo, mostra que algo está errado entre as igrejas desse país.

OS TRÊS GRANDES MITOS SOBRE A SEXUALIDADE ENTRE OS JOVENS

1. POUCOS SÃO AQUELES QUE CAEM

Não, não são poucos. Infelizmente são muitos. Ora, uma hora ou outra você conhece um desses casos. Portanto, não se pode tampar o sol com a peneira. Para mudar essa realidade é preciso que se reconheça o problema.

2. O CASAMENTO RESOLVE COM AS TENTAÇÕES

Grande engano! O casamento não é redentor! Quem tem uma sexualidade doentia quando solteiro, continuará assim depois do casamento, trazendo sofrimento para o casal. Portanto, o mal tem que ser contato pela raiz. O casamento não resolverá os problemas do jovem. Portanto, o trabalho de orientação sexual tem que começar cedo, para que o casamento já não comece dando errado.

3. OS JOVENS SÃO BEM ORIENTADOS NA IGREJA

Esse é o maior dos mitos. Claro, todos os jovens evangélicos sabem que fazer sexo antes do casamento é pecado. Todos sabem que não devem fazer isso, pois vão desagradar a Deus. O problema que muitos não entendem o porquê dessa restrição. Não conseguem contextualizar esse princípio bíblico diante de uma sociedade tão “sexualizada” como a atual. Muitos ainda não fizeram sexo por medo da disciplina eclesiástica e não por convicção desse mandamento.

SOLUÇÕES EQUIVOCADAS

Muitos jovens evangélicos estão casando muito cedo. Repito que isso cria mais problemas do que solução. Casamento sem planejamento tem tudo para a ruína. É claro que há exceções, mas a regra é cruel. Se a sexualidade fosse mais bem preparada, os jovens melhores orientados, talvez não tivéssemos tanto casos de jovens casando para morar com os pais, ou fazendo sexo ainda solteiros.

CONCLUSÃO


Ao nascer, fomos dotados de impulsos (tendência natural) específicos sem os quais nossa sobrevivência seria impossível. Depois da queda, no Jardim do Éden, o homem pecador passou a deturpar este impulso divino, gerando as muitas aberrações que sabemos existir hoje, mas isso não invalida a intenção de Deus em abençoar o homem e perpetuar a espécie através da sexualidade sadia. Provérbios 5.18 diz que “bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade”. A vida sexual saudável dentro do casamento tem a benção de Deus, além de dar alegria e prazer ao cônjuge (Hb 13.4). Toda via o desejo sexual deve ser disciplinado se quisermos viver de acordo com a vontade do Pai.
Satanás tem trabalhado em favor da banalização do sexo e da destruição do casamento. Estejamos, pois atentos às suas ciladas e oremos mais a favor da família.


Referências
Blog de por Gutierres Siqueira
Blog Teologia Pentencostal
Lições bíblicas – II trimestre de 2009
www.ebdweb.com.br ( blog do Pr. Geraldo Carneiro Filho)

sábado, 9 de maio de 2009

DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS


DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS
TEXTO ÁUREO: I Co. 6.2

“ Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois por ventura indignos de julgar as coisas mínimas?”VERDADE PRÁTICA:

Quando os tribunais são frequentados pelos discípulos de Cristo por estarem el litígio é porque renunciaram a lei do amor cristão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Co. 6.1-9

"Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1 C0 6.1-9a)

OBJETIVO:

Compreender que o cristão, no exercício do amor cristão, deve aprender a perdoar, portanto, não devem levar seus próprios irmãos aos tribunais descrentes.

INTRODUÇÃO






Os membros da igreja de Corinto, em decorrência da carnalidade, mais precisamente, da falta de amor, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos a fim de disputarem interesses egoístas. Na lição de hoje, aprenderemos que essas atitudes procedem em igrejas que não mais sabem o que significa a comunhão cristã. Por isso, os litígios e as inimizades tornam-se práticas comuns, mais que isso, naturais. Ao final, veremos que a igreja cristã precisa atentar para a dimensão escatológica do seu chamado. Para tanto, faz-se necessário saber solucionar seus conflitos com sabedoria do alto, e, principalmente, com amor cristão.

1. A FALTA DE COMUNHÃO ENTRE OS CRENTES DE CORINTO

Os membros de uma igreja carnal deixam-se facilmente levar pelos interesses egocêntricos. Por isso, em Corinto, havia quem tivesse “algum negócio contra o outro” (v. 1), e o pior, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos, acionavam os juízes incrédulos para resolverem suas disputas, escandalizando o evangelho de Cristo. Aquela igreja não sabia o significado da palavra comunhão. A koinonia, comunhão em grego, é uma premissa para a congregação que celebra o nome de Cristo. Esse termo significa também a partilha entre os fiéis da igreja. Tal sentimento recíproco é descrito em At. 2.42 em que os cristãos, como discípulos do Senhor, permaneciam juntos em comunhão. A doutrina da comunhão é recorrente nas epístolas paulinas. Para o apóstolo dos gentios a comunhão envolve a partilha de coisas materiais – ao suprimento das necessidades dos santos (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para desenvolver o ministério da koinonia é preciso aprender a abrir mão dos interesses próprios em prol dos outros (Fp. 2.1). Somente quando somos guiados pelo Espírito (Gl. 5.19-22), podemos viver a verdadeira espiritualidade, e, assim fazendo, não daremos lugar aos interesses egoístas. Por essa razão João admoesta os crentes para que vivam em comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). Tal comunhão está fundamentada no Pai e em Seu Filho Jesus Cristo (I Jo. 1.6).

2. OS LITÍGIOS E AS INIMIZADES ENTRE OS CRENTES DE CORINTO

Conforme ressaltamos anteriormente, os crentes de Corinto não sabiam o que era comunhão. Por isso, faziam injustiças uns contra os outros (v. 8). Aqueles que se sentiam penalizados, ao invés de perdoarem e viverem em conciliação, em conformidade com o padrão bíblico (Mt. 5.38-40; Rm. 12.14-21), ia à Corte, demonstrando que, na verdade, alguns deles sequer haviam sido convertidos (I Co. 15.34). A igreja de Corinto se assemelha a algumas igrejas contemporâneas. Estão tão voltadas para o materialismo que os crentes só conseguem ver cifras. Não admitem perder um centavo, acreditam que o dinheiro é a razão da plena felicidade. A doutrina da graça está sendo destruída desses arraiais. Não há lugar para o perdão, a lei do mais forte prevalece. A palavra chave, tomada dos meios empresariais, é o sucesso. Todos que ser vitoriosos, há, inclusive, quem cite Rm. 8.37 “somos mais do que vencedores”, sem atentar para o contexto. Paulo, nessa passagem, está tratando da vitória do crente sobre a natureza pecaminosa. Outros utilizam Fp. 4.13 para defender que podem fazer qualquer coisa, mesmo usurpar o que é do seu irmão em prol de benefícios escusos. Deus nos chamou para a paz, para que vivamos em graça, para o exercício do perdão. A mensagem do evangelho, nesse sentido, é uma espécie de contracultura. O mundo desconhece os princípios do amor cristão, é pelos frutos que somos conhecidos (Mt. 7.18-20), por isso, não podemos esquecer que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13.14).

3. A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS CONFLITUAIS NA IGREJA

Ao longo do texto, Paulo apresenta algumas soluções para os problemas dos conflitos da igreja em Corinto, e essas se aplicam muito bem aos problemas interpessoais da igreja hoje: 1) evitar os danos e contendas dentro da igreja, pois o simples fato de existir contendas entre os crentes já é vergonhoso; 2) mas se elas surgirem, os crentes não devam levar seus problemas aos tribunais fora da igreja, pois isso pode ensejar um escândalo (I Co. 6.1,4); 3) buscar dentro da igreja a solução para o problema por meio de um sábio aconselhamento, os conflitos da igreja devam ser resolvidos internamente (v. 5,6); e 4) dispor a sofrer dano, isto é, a sacrificar-se pelo outro, a proposta do apóstolo está focada não no direito e na justiça, mas no exercício do perdão e da misericórdia (v. 7).

CONCLUSÃO


A justiça dos homens é medida por medida, isto é, olho por olho e dente por dente (“lei de talião”Mt. 5.38; Êx 21.24).A lei de talião (do latim Lex Talionis: lex: lei e talis: tal, parelho), também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei é frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes. Essa também é a lei de Mamon, o deus do dinheiro e da exploração (Mt. 6.24). O cristão, porém, vive debaixo de uma outra lei (Mt. 5.39-42). A lei da graça de Cristo, por isso, é capaz de, por amor, abdicar de seus direitos em prol do evangelho, especialmente quando existe a possibilidade de escândalo (Mt. 18.17).

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. I Coríntios. São Paulo: Hagnos, 2008.
PRIOR, D. A mensagem de I Coríntios. São Paulo: ABU, 2006.

por José Roberto A. Barbosa
http://subsidioebd.blogspot.com/

QUESTIONÁRIO

1) Analisando a conclusão do nosso estudo descreva a diferença entre a lei dos homens e a lei que os cristãos devem seguir.

2)Qual o significado da palavra Koinonia?

3) Quais são as soluções apresentadas por Paulo para solucionar os problemas conflituais em Corinto?

domingo, 3 de maio de 2009

A IMORALIDADE EM CORINTO



A Imoralidade em Corinto - Pr. Manoel B. M. Júnior

Texto Áureo:
“Porque fostes comprados por bom preço; Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito,
Os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).

Verdade Prática:
O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como corpo de Cristo, assim como livrar-se de um vírus O é para o corpo físico.


Leitura Bíblica em classe:
1Co 5. 1 - 6, 9 - 11.


INTRODUÇÃO

Adultério, fornicação, lascívia, luxuria, incesto, prostituição, perversão sexual, avareza, idolatria, e todo o tipo de imoralidade, será que em uma igreja local pode haver tanto pecado assim? Será que as pessoas que vivem em pratica continua desses pecados tomam a Ceia do Senhor sem se sentirem indignos? A igreja de Corinto estava agindo e vivendo desta maneira completamente sem disciplina, Nesta lição estudaremos sobre a imoralidade em Corinto e o que fazer para evitar que essas coisas aconteçam em nossas igrejas locais.

I. ESCÂNDALO NA IGREJA.

1. O transgressor precisa ser confrontado (vv. 1-5).

Frouxidão no caso de incesto (1Co 5.1-6).


O apóstolo passa de súbito a comentar a frouxidão moral dos cristãos coríntios. Primeiro é o caso notório do crente que tomou a mulher de seu próprio pai. Podemos supor que o pai já houvesse morrido; contudo, esse ato era contrário às leis matrimoniais do Velho Testamento, as quais ainda obrigavam a Igreja. Além disso, era um ato que nem os gentios toleravam (veja-se o vers. 1). Mas o que mais admirava era a igreja ali aceitar a situação sem discuti-la! Andais ensoberbecidos e não chegastes a lamentar (2). Eu… Já sentenciei (3), diz ele. Este é um dos casos em cuja condenação ninguém deve hesitar; não é possível haver circunstâncias que o atenuem. Com palavras muito solenes o apóstolo instrui a igreja como deve proceder-Em nome do Senhor Jesus… Seja ele entregue a Satanás para a destruição da carne (4-5). A igreja devia convocar uma assembléia solene e, cônscia do poder do Senhor Jesus Cristo (note-se o título completo) no seu meio, entregasse a Satanás o irmão escandaloso. Paulo mesmo estaria com eles, e o meu espírito (4). Pode significar que empregaria o tempo em fervente oração por eles. Seja entregue a Satanás. O Novo Testamento ensina que Satanás é o “príncipe deste mundo” (veja-se Jo 12.31). Contudo tem poder apenas sobre a “carne” (Jó 2.5-6; Lc 13.16; 2Co 12.7). Em 1Tm 1.20 lemos: “Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás para que aprendam a não blasfemar”. Essa com certeza é uma escola que nunca vou desejar entrar.

Devemos admitir que hesitaríamos muito, hoje em dia, em fazer precisamente o que o apóstolo mandou que os coríntios fizessem. Podíamos desculpar-nos lembrando que a Igreja dos tempos apostólicos tinha de agir de modo especial em determinadas circunstâncias, a fim de, inequivocamente, estabelecer a autoridade do Senhor ressuscitado. Demais disto, a Igreja apostólica era uma corporação pequena, relativamente, e por conseqüência sua vida era muito mais intensa em assuntos espirituais (ou era capaz de o ser, sob a direção apostólica).

Mas, embora hoje possamos achar difícil pensar nos termos precisos aqui usados pelo apóstolo, não há razão para não tomarmos a sério e pormos em prática o conselho que ele dá, a saber, excluir da congregação os que são malfeitores notórios. Olhando o vers. 11 adiante, vemos ali uma lista de pecados que devem ser tratados desse modo. Qualquer membro da igreja que peque dessa forma deve ser francamente condenado em face da congregação, fazendo-se ver a ele que Satanás o tem preso em tais práticas, afastando-se do seu convívio os outros crentes, na esperança de que venha a descobrir a gravidade de sua situação e se arrepender, de modo que seu espírito se salve no dia do Senhor Jesus (5).

2. Lançar fora o fermento velho (vv. 6-8).

Fermento (6). Aqui o termo é empregado como símbolo da natureza humana corruptível. Se um elemento de corrução for tolerado na igreja, toda ela se corromperá. Lançai fora o velho fermento (7). O uso que faz dessa palavra lembra-lhe a cerimônia da páscoa, na religião do Velho Testamento, e pelo Espírito é levado a ver na mesma uma ilustração da dispensação cristã. Cristo é nossa páscoa (7) e foi imolado por nós (7). Por isso celebremos a festa… Com sinceridade e verdade (8). Os israelitas na antigüidade ficaram de sobreaviso e se prepararam, espiritual e moralmente, para a observância da páscoa. Assim também devem estar os cristãos, em todo o tempo da presente era da páscoa de Cristo. O mal exemplo de um homem influente é muito danoso: espalha-se por todas partes. Os princípios e exemplos corruptos danificam toda a igreja se não são corrigidos. Os crentes devem ter novos corações e levar vidas novas. A conversação corriqueira deles e suas obras religiosas devem ser santas. Tão longe está o sacrifício de Cristo nossa Páscoa, por nós, de fazer desnecessária a santidade pessoal e a pública, que dá poderosas razões e motivos para ela. Sem santidade não podemos viver pela fé nEle, nem unir-nos a suas ordenanças com consolo e proveito.

3. A aplicação da disciplina pela igreja (vv.9-11).

Acrescenta o apóstolo, no vers. 9, que já lhes aconselhara, numa epístola anterior, a não se associarem com os impuros. Esclarece agora o que quis significar: não deviam admitir pessoas impuras como membros na igreja. Reconhece que os crentes, em suas relações com o mundo, não podem evitar o contacto dos impuros, avarentos ou roubadores (10). Mas, se alguém que se diz irmão for impuro, com esse tal nem ainda comais (11). Os cristãos devem evitar a familiaridade com os que desprestigiam o nome cristão. Os tais são companhia apta para seus irmãos de pecado, e nessa companhia devem ser deixados, cada vez que seja possível fazê-lo. Ai, quão lamentável é que haja tantos chamados cristãos cuja conversação é mais perigosa que a dos pagãos! Se em nossas igrejas locais houver o interesse em seguir o conselho de Paulo com certeza começaremos a experimentar um reavivamento sobrenatural da parte de Deus iniciando-se pelo altar!

II. A AÇÃO PASTORAL DISCIPLINAR NA IGREJA (VV. 9-11).

1. A ação pastoral e eclesiástica sobre o pecado.


O apóstolo Paulo tinha o dever e a obrigação de combeter de forma viemente o pecado na igreja de Corinto por isso delibera e ordena que os cristãos dessa igreja a não se se misturarem com os devassos, adulteros, imorais, idolatras, com os que se prostituem, avarentos, ladrões etc. o apóstolo João escrevendo para seus filhinhos disse: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele…” (1Jo 2.15). João exortava os seus filhos a não se misturarem com as coisas corruptas deste mundo como também a não se associarem com pessoas imorais. Todo pastor tem a responsabilidade de combater o pecado da mesma maneira que se combate um inimigo em guerra Durante a última Guerra mundial, um general do exército britânico fez a seguinte afirmação: “precisamos ensinar nossos soldados a odiar, pois se tiverem bastante ódio pelo inimigo lutarão contra ele”. Nós já ouvimos muita coisa sobre o perfeito amor (embora ainda não tenhamos ouvido o suficiente). Mas agora precisamos também aprender a “irar e não pecar”. O crente cheio do Espírito Santo deve detestar o mal, a iniqüidade e a impureza, e só assim lutará contra essas coisas. Paulo odiava o mundo pecaminoso em que vivia e por isso o mundo o odiava. Nós também precisamos dessa mesma disposição de oposição ao pecado. O evangelista Stanley escreveu “Darkest África” (A face escura da África) e o general Booth, fundador do exército da salvação, “Darkest England” (A face escura da Inglaterra), em meio a oposição. O primeiro falava das florestas impenetráveis, de árvores altíssimas, com seus leopardos à espreita, suas serpentes traiçoeiras e com os espíritos das trevas. Booth via as ruas da Inglaterra com os mesmos olhos com que Deus via: a lascívia, os esgotos de pecado, cobiça do jogo, o perigo da prostituição. E então levantou um exército para combater essa situação em nome de Deus.

Hoje nossas próprias ruas, são campos missionários. Esqueçamos por um pouco que nossa sociedade é civilizada, pois é possível uma senhora elegante, de belas maneiras e voz suave estar tão longe de Deus quanto uma selvagem da tribo dos canibais, com seu saiote de capim. Em nossas cidades campeia a impureza. O crente que passa as noites em frente da televisão, a devanear, está com cérebro morto e a alma em falência espiritual. E vivendo assim, indiferente à licenciosidade que impera nestes dias, a ponto de não chorar por causa da cegueira que domina o pecador, faria melhor se pedisse a Deus que terminasse logo com a sua vida terrena. Hoje cada rua de nossa cidade é um poço de pecado, bebida, divorcio, trevas e condenação. E se alguém tomar uma posição contraria a todos esses males, não deve admirar-se se o mundo o odiar. Se fossemos do mundo, ele amaria o que era seu. Paulo declara firmemente: “O mundo está crucificado para mim”. Será que isso é demais para o pastor do século XXI?

2. O fermento do erro (v. 6).

Paulo ordenou que os Coríntios deveriam lançar fora o fermento do erro, o versículos 6 e 7 enfatizam que se um sério pecado na vida de crente não for tratado, o efeito de difundirá e contaminará toda a congregação. Uma vez mais Paulo repreende os coríntios por seu orgulho de não tratar do problema. O homem imoral deve ser expulso para o seu próprio bem, mas existe uma razão adicional para fazê-lo. Deveriam saber (literalmente, “Você sabe, não?”) que como a levedura da massa, o pecado se espalha por toda a congregação. Como diz o velho ditado que uma laranja podre apodrece todas as demais boas. Os pastores devem sem medo ou covardia combaterem o pecado antes que ele domine o espaço que pertence ao Senhor!

3. A motivação para uma vida santa (v. 8).

Seguindo a analogia do Antigo Testamento, Paulo diz que “Cristo é a nossa páscoa [pascha], foi sacrificado por nós” (v.7). pascha pode significar tanto a Festa da Páscoa como o Cordeiro Pascal. Certamente Cristo é a daquilo que era representado pelo animal sacrificial na Páscoa (1Pe 1.19); sua morte correspondeu à morte dos cordeiros pascais (Jo 19.14,31; Cf. Êx 12.16; Dt 16.6). Além disso, Cristo cumpriu tudo o que a Páscoa original pressagiou inclusive a purificação do pecado e a libertação da morte e da escravidão. Por esta razão, a igreja já é exortada (Paulo se inclui nesta exortação) a continuar celebrando a festa (observe a importância do tempo presente do verbo). Não se deve celebrar com fermento velho, que significa malícia e maldade (dois sinônimos bastante relacionados), mas com o pão sem fermento, que significa sinceridade e verdade (sinônimos que envolvem a idéia de pureza). O apóstolo repreende os coríntios por suas praticas imorais, e lhes ensina como deve ser suas reuniões, com verdade e sinceridade que significa santidade, virtude, pureza exemplo que deve ser seguido e ensinado. (Hb 12.14).

III. RELACIONAMENTOS DO CRENTE.

1. O relacionamento com os descrentes (v.10).

Que estranho que os cristãos rapidamente desprezem e se afastem dos incrédulos que são imorais, mas sejam tolerantes com os irmãos crentes que mesmo dentro da igreja praticam coisas mais podres do que os incrédulos. Paulo nos lembra que não devemos evitar o contato com os incrédulos. Nem devemos julgá-los. Afinal, quando os perdidos mostram-se pecadores, eles estão simplesmente “fazendo o que vem naturalmente”. Eles não precisam que condenemos ou que critiquemos seu comportamento. Eles precisam de Jesus para perdoar seus pecados e colocá-los em novo modo de vida! Testificar não é convencer os outros de que eles são pecadores. Testificar é lhes transmitir as boas novas de que Jesus os ama apesar dos pecados que praticaram. Testificar também é mostrar-lhes o amor de Jesus e cuidar verdadeiramente deles, apesar de sue pecados. Expulse o crente ímpio, sim. Pois este é a causa principal de toda imoralidade e desordem na igreja. Mas não devemos nos afastar dos incrédulos, antes, devemos com mansidão e temperança transmitir-lhes o amor de Deus Mostrado por Cristo por Meio da Cruz pois esta mensagem é a única esperança para o pecador sem o conhecimento da Cruz.

2. O relacionamento com o crente vivendo em pecado.

Como deve ser o nosso relacionamento com os crentes que vivem na pratica continua do pecado? Antes de responder esta pergunta quero fazer outras perguntas, o que aconteceria com a nação de Israel se Acã permanecesse com o anátema em sua casa? Qual seria o destino de Davi se o profeta Natan não o tivesse repreendido? Quais os problemas que Paulo atrairia para o seu ministério se continuasse aceitando pessoas como Himineu, Fileto e Alexandre o latoeiro? Sei que devemos ser misericordiosos para com todos os seres humanos, porém, em casos como este uma posição precisa ser tomada pela liderança da igreja. Se o tal se encaixa dentro das características da igreja de Corinto o mesmo deve ser afastado de suas responsabilidades na igreja, da comunhão a fim que venha se arrepender de seu modo de vida imoral e viver uma vida santa valorizando a casa de Deus.

3. A disciplina sofrida pelo infrator.

Palavras como “seja entregue a satanás para destruição da carne, para que o espírito se salvo no Dia do Senhor Jesus”. (5.5). O texto grego diz que o pecador deve ser entregue “para que a natureza pecadora possa ser destruída”. Para que o pecador seja salvo no dia do Senhor. Parece uma decisão seca e sem sentimento? O que recomenda esta interpretação é o simples fato de que a disciplina que deve ser sofrida pelo infrator não foi criada para sua destruição, mas para fazê-lo voltar à razão e restaurá-los à comunhão com o Senhor e com o seu corpo - a igreja.

Conclusão.

A igreja de hoje está-se gabando do elevado Q.I dos seus ministros. Mas, antes que alguém se glorie na carne, convém levar em conta que estamos presenciando um dos mais baixos índices de conversões em nossas igrejas, batismo nas águas e com o Espírito Santo os cultos de oração estão Cada vez mais vazios, então não há motivo para festa quando alguém apresenta mais um diploma na igreja, pois o diabo, irmãos pastores, não se impressiona com as suas riquezas verbais. A linha demarcatória que distingue o crente do homem do mundo é bem definida, bem delineada, mas está totalmente desmoralizada na prática. Precisamos tratar com o pecado da mesma forma que Jesus tratou.


Publicado no blog Ovelhas em Foco

domingo, 26 de abril de 2009

DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS




INTRODUÇÃO

Ser um despenseiro, constitui-se o maior dos privilégios. Nada poderia ser mais honroso ou ter maior significado eterno, que servir a Cristo em sua igreja. Esse privilégio é também a responsabilidade mais pesada que alguém pode assumir. O desencargo dessa responsabilidade exige uma compreensão bíblica da igreja e do ministério, como veremos nesta lição.

I- SIGNIFICADO DO TERMO DESPENSEIRO

1.1 Quem era o despenseiro? - O despenseiro ou mordomo (Gr. Oikonómos) era alguém que administrava uma casa, propriedade, ou negócio de outrem. O cargo envolvia confiança e responsabilidade, pois ele era colocado acima dos outros, e tinha uma grande tarefa a desempenhar. Mas, também estava sujeito ao seu senhor, e tinha que prestar contas de si. Em relação ao seu senhor, ele era um escravo, em relação aos escravos, era um superintendente. Um despenseiro cuidadoso e de plena confiança, aliviava muito o labor administrativo, quando fazia seu trabalho bem feito e de modo apropriado.

1.2 Terminologia - O termo despenseiro, aparece somente no NT, e vem do original grego oikonómos (mordomo da casa). Encontramos o termo nos seguintes textos: Lc 12.42; 16.1,3,8; Rm 16.23; I Co 4.1,2; Gl 4.2; Tt 1.7; I Pe 4.10. Outro vocábulo da língua grega que se insere na idéia de despenseiro, é epítropos (encarregado), que aparece três vezes no NT: Mt 20.8; Lc 8.3; Gl 4.2. No hebraico temos três expressões que se aproximam da idéia, são elas: Ben mesheq (filho de aquisição), termo que Abraão usou para referir-se a Eliezer, conforme Gn 15.2. O segundo termo hebraico é ha-ish asher al (homem que está acima), usado em Gn 49.19. O terceiro é asher al bayit (quem está sobre a casa) que encontra-se em Gn 44.4.

II- IGREJA, O CAMPO DE ATUAÇÃO DO DESPENSEIRO

A igreja é uma comunidade de remidos separados para adorar a Deus, e é nela que o despenseiro desenvolve o seu trabalho. A função do despenseiro no contexto bíblico estava sempre ligada a uma casa ou propriedade. A igreja constitui-se na habitação de Deus, sendo chamada “casa espiritual”, conforme I Co 3.16 e I Pe 2.5. O despenseiro cristão está encarregado de uma grande responsabilidade, porque ele não ministra em uma instituição humana, mas na igreja. Vejamos algumas características do campo de atividades do despenseiro, a igreja do Senhor:

CARACTERÍSTICAS DA IGREJA COMO CAMPO DE ATUAÇÃO DO DESPENSEIRO

1) A igreja é numa instituição divina, que o Senhor prometeu edificar e abençoar (Mt 16.18)
2) A igreja reúne os verdadeiros adoradores (Fp 3.3)
3) A igreja é a assembleia mais importante da terra, uma vez que Cristo a adquiriu com seu próprio sangue (At 20.28; I Co 6.19; Ef 5.25; Cl 1.20; I Pe 1.18; Ap 1.5)
4) A igreja é uma expressão terrena, de uma realidade espiritual (Mt 6.10; 18.185)
5) A igreja é a esfera de comunhão espiritual (Hb 10.22-25; I Jo 1.3; 6,7)
6) A igreja proclama e preserva a verdade divina (I Tm 3.15; Tt 2.1, 15)7)
7)A igreja é o lugar de edificação e crescimento espiritual (At 20.32; Ef 4.11-16; II Tm 3.16,17; I Pe 2.1,2; II Pe 3.18)
8) A igreja é a plataforma de lançamento para a evangelização mundial (Mc 16.15; Tt 2.11)
9) A igreja é o ambiente onde se desenvolve uma liderança espiritual forte (II Tm 2.2)
10) A igreja triunfará, tanto no âmbito local como universal(Mt 16.18; Fp 1.6)



III- AS QUALIDADES DOS FIÉIS DESPENSEIROS

A visão ministerial da igreja de Corinto, estava sendo deturpada pela influência da sociedade elitista e glamourizada daquela cidade. Entre os coríntios era corrente a idéia de que qualquer pessoa bem sucedida nos negócios, ou capacitada intelectualmente poderia exercer liderança espiritual. Por isso, começou a existir a discriminação ministerial, girando em torno do brilhantismo de cada obreiro. Paulo percebendo essa tendência, como bom missivista que era, tratou de vacinar a igreja coríntia, ensinando-lhe o verdadeiro sentido do ministério: Despenseiro, ou seja, acima de tudo um servo. Paulo queria que a igreja enxergasse a ele mesmo e aos demais obreiros como:

3.1 “Ministro de Cristo” (I Co 4.1) - Aqui o termo ministro (gr. Diakonos), está empregado literalmente como “servo”, ou escravo cujo trabalho era muito pesado. A idéia aqui é o volume de trabalho. Paulo mostra que o obreiro chamado por Deus é um assistente e servidor dEle, ou seja, um diácono de Deus (I Co 3.9). No grego popular ou koinê (comum), o termo ministro (gr. Diakonos), também era chamado de huperetes que caracterizava o escravo das galés grecoromanas que remava no piso inferior do navio. Ao utilizar esses termos, o apóstolo mostrava que o serviço cristão não tinha como propósito, dar visibilidade aos obreiros, mas glorificar o nome do Senhor. João Batista expressou bem esta idéia quando disse acerca de Jesus: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).

3.2 “Despenseiro dos mistérios de Deus” (I Co 4.1) - Aqui o despenseiro (gr. Oikonómos), dá idéia da qualidade do trabalho que se faz para Deus, aludindo a alguém que se desdobra em sacrifício. Aqui também fala de “mistérios”; que são as verdades doutrinais da redenção, e da igreja do Senhor, reveladas por Jesus nos evangelhos, e também pelo Espírito Santo nas epístolas do Novo testamento (I Co 2.7).

3.3 “Que cada um se ache fiel” (I Co 4.2) - Outra condição essencial do despenseiro é a sua fidelidade. No grego “fé” e “fidelidade” vem da mesma raíz (gr. Pistis), originalmente fiel significa “cheio de fé”. Um despenseiro fiel é aquele cuja vida coaduna com aquilo que ele prega. A metáfora do despenseiro coaduna com o ensino de Jesus de que a fidelidade é uma das bases do cristianismo. Na Parábola dos talentos, o Senhor destacou o mordomo que foi bem sucedido, com esta expressão: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25.21,23). Os despenseiros fiéis são conhecidos pelas seguintes características:

CARACTERÍSTICAS DO DESPENSEIRO

Humildes (At 20.19)
Abnegados (I Cor 9.27)
Santos (Ex 28.36; Lv 21.6; Tt 1.8)
Sóbrios, justos e controlados (Lv 10.19; Tt 1.8)
Puros (Is 52.11; I Tm 3.9)
Hospitaleiros (I Tm 3.2; Tt 1.8)
Pacientes ( I Tm 3.2; Tt 1.7)
Aptos a ensinar (I Tm 3.2; II Tm 2.24)
Voluntários (Is 6.8; I Pe 5.2)
Estudiosos e meditativos ( I Tm 4.13,15)
Sem cobiça (II Co 12.14; I Ts 2.6)
Vigilantes (II Tm 4.5)
Imparciais ( I Tm 5.21)
Dedicados à oração (Ef 3.14; Fp 1.4)
Gentis ( I Ts 2.7; II Tm 2.24)
Bons governantes de suas famílias ( I Tm 3.4,12)
Dedicados (At 20.24; Fp 1.20,21)
Afetuosos com o rebanho (Fp 1.7; I Ts 2.8,11)
Fortes na fé ( II Tm 2.1)
Exemplos para o rebanho (Fp 3.17; II Ts 3.9; I Tm 4.12; I Pe 5.3)

IV- A MISSÃO DOS DESPENSEIROS

Nossa missão como despenseiros, é múltipla e difícil, pois, requer dedicação, oração, e renúncia, mas é gloriosa, porque é a realização da obra de Deus. Aqui estão alguns aspectos da nossa missão:
• Adorar a Deus - Deus busca verdadeiros adoradores (Ef 1.12; Ap 5.8,11,13,14; Mt 4.10; Sl 96.8,9).
• Proclamar a salvação - A mensagem da salvação deve ser pregada em todo o tempo, a todos os perdidos, em todo o mundo (Mc 16.15,16; Jo 20.21; I Tm 2.3,4; Ez 3.16,21).
• Discipular os crentes - É fazer de cada crente, um verdadeiro seguidor de Cristo (Mt 28.19; At 14.21,22).
• Restaurar os desviados - Conduzí-los novamente, a fé (Lc 8.13; Hb 3.12; Tg 5.19,20; Jr 3.22; Os 14.1).
• Doutrinar o povo - Combater as heresias e modismos com a palavra (Mt 28.29; I Tm 4.16; Cl 1.28,29).
• Disciplinar e corrigir - A disciplina bíblica, aplicada com amor, visa o bem do transgressor e seu retorno à normalidade da vida cristã (Mt 18.15-17; Hb 12.5-11; Rm 16.17,18; II Ts 3.6-15).
• Treinamento de obreiros - A igreja local também tem como dever o preparo dos obreiros (Mt 4.19; Lc 6.12-16; II Tm 2.2,15,21; Ef 4.11,12).
• Estabelecer igrejas locais - A expansão do Reino de Deus, também se dá pela implantação de igrejas locais (At 9.31; 13.1; Ap 2.7; 22.16).
• Socorro aos necessitados - A ação social é um dos pilares do evangelho (I Jo 3.17; At 11.29,30; Rm 12.13; Mt 15.32; At 4.32-35).
• Assistência às famílias - cabe-nos também o apoio moral e espiritual às famílias, pois, o fortalecimento da família também reflete na edificação da igreja (At 5.42; 2.2,46; Rm 16.5; Cl 4.15).

CONCLUSÃO

No capítulo 4 da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, o apóstolo combateu um problema já existente naquela época: a deturpação do ministério cristão. Ao escrever sobre este assunto, o apóstolo mostrou aos crentes coríntios, que o ministério não é um manto de status como muitos pensavam. Ele defendeu que, dentro do plano que Deus ordenou à igreja, a liderança cristã é uma posição de serviço humilde, feito com amor, e que aqueles que lideraram o povo de Deus, devem acima de tudo, ser um exemplo de sacrifício, devoção, submissão e humildade.

BIBLIOGRAFIA:Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD,
Lição Bíblica de Jovens e Adultos, 4º trimestre de 1997 - CPAD,
Ministério Pastoral - John Macarthur, Jr. - CPAD,
O Novo Testamento Interpretado Vers. por Vers. - Hagnos,
O Pastor do Século 21 - David Fisher - Vida - 1999
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação


QUESTIONÁRIO

1- Faça um comentário sobre as qualidades dos fiés despenseiros?
2- Qual o significado da palavra despenseiros segundo a Bíblia?
3- Quais as características dos despenseiros?
4- Qual a missão dos despenseiros e cite alguns aspectos dessa missão.
5- O que você tem feito para ser qualificado como despenseiro? (resposta livre e não obrigatória)