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sábado, 9 de maio de 2009

DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS


DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS
TEXTO ÁUREO: I Co. 6.2

“ Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois por ventura indignos de julgar as coisas mínimas?”VERDADE PRÁTICA:

Quando os tribunais são frequentados pelos discípulos de Cristo por estarem el litígio é porque renunciaram a lei do amor cristão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Co. 6.1-9

"Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1 C0 6.1-9a)

OBJETIVO:

Compreender que o cristão, no exercício do amor cristão, deve aprender a perdoar, portanto, não devem levar seus próprios irmãos aos tribunais descrentes.

INTRODUÇÃO






Os membros da igreja de Corinto, em decorrência da carnalidade, mais precisamente, da falta de amor, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos a fim de disputarem interesses egoístas. Na lição de hoje, aprenderemos que essas atitudes procedem em igrejas que não mais sabem o que significa a comunhão cristã. Por isso, os litígios e as inimizades tornam-se práticas comuns, mais que isso, naturais. Ao final, veremos que a igreja cristã precisa atentar para a dimensão escatológica do seu chamado. Para tanto, faz-se necessário saber solucionar seus conflitos com sabedoria do alto, e, principalmente, com amor cristão.

1. A FALTA DE COMUNHÃO ENTRE OS CRENTES DE CORINTO

Os membros de uma igreja carnal deixam-se facilmente levar pelos interesses egocêntricos. Por isso, em Corinto, havia quem tivesse “algum negócio contra o outro” (v. 1), e o pior, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos, acionavam os juízes incrédulos para resolverem suas disputas, escandalizando o evangelho de Cristo. Aquela igreja não sabia o significado da palavra comunhão. A koinonia, comunhão em grego, é uma premissa para a congregação que celebra o nome de Cristo. Esse termo significa também a partilha entre os fiéis da igreja. Tal sentimento recíproco é descrito em At. 2.42 em que os cristãos, como discípulos do Senhor, permaneciam juntos em comunhão. A doutrina da comunhão é recorrente nas epístolas paulinas. Para o apóstolo dos gentios a comunhão envolve a partilha de coisas materiais – ao suprimento das necessidades dos santos (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para desenvolver o ministério da koinonia é preciso aprender a abrir mão dos interesses próprios em prol dos outros (Fp. 2.1). Somente quando somos guiados pelo Espírito (Gl. 5.19-22), podemos viver a verdadeira espiritualidade, e, assim fazendo, não daremos lugar aos interesses egoístas. Por essa razão João admoesta os crentes para que vivam em comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). Tal comunhão está fundamentada no Pai e em Seu Filho Jesus Cristo (I Jo. 1.6).

2. OS LITÍGIOS E AS INIMIZADES ENTRE OS CRENTES DE CORINTO

Conforme ressaltamos anteriormente, os crentes de Corinto não sabiam o que era comunhão. Por isso, faziam injustiças uns contra os outros (v. 8). Aqueles que se sentiam penalizados, ao invés de perdoarem e viverem em conciliação, em conformidade com o padrão bíblico (Mt. 5.38-40; Rm. 12.14-21), ia à Corte, demonstrando que, na verdade, alguns deles sequer haviam sido convertidos (I Co. 15.34). A igreja de Corinto se assemelha a algumas igrejas contemporâneas. Estão tão voltadas para o materialismo que os crentes só conseguem ver cifras. Não admitem perder um centavo, acreditam que o dinheiro é a razão da plena felicidade. A doutrina da graça está sendo destruída desses arraiais. Não há lugar para o perdão, a lei do mais forte prevalece. A palavra chave, tomada dos meios empresariais, é o sucesso. Todos que ser vitoriosos, há, inclusive, quem cite Rm. 8.37 “somos mais do que vencedores”, sem atentar para o contexto. Paulo, nessa passagem, está tratando da vitória do crente sobre a natureza pecaminosa. Outros utilizam Fp. 4.13 para defender que podem fazer qualquer coisa, mesmo usurpar o que é do seu irmão em prol de benefícios escusos. Deus nos chamou para a paz, para que vivamos em graça, para o exercício do perdão. A mensagem do evangelho, nesse sentido, é uma espécie de contracultura. O mundo desconhece os princípios do amor cristão, é pelos frutos que somos conhecidos (Mt. 7.18-20), por isso, não podemos esquecer que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13.14).

3. A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS CONFLITUAIS NA IGREJA

Ao longo do texto, Paulo apresenta algumas soluções para os problemas dos conflitos da igreja em Corinto, e essas se aplicam muito bem aos problemas interpessoais da igreja hoje: 1) evitar os danos e contendas dentro da igreja, pois o simples fato de existir contendas entre os crentes já é vergonhoso; 2) mas se elas surgirem, os crentes não devam levar seus problemas aos tribunais fora da igreja, pois isso pode ensejar um escândalo (I Co. 6.1,4); 3) buscar dentro da igreja a solução para o problema por meio de um sábio aconselhamento, os conflitos da igreja devam ser resolvidos internamente (v. 5,6); e 4) dispor a sofrer dano, isto é, a sacrificar-se pelo outro, a proposta do apóstolo está focada não no direito e na justiça, mas no exercício do perdão e da misericórdia (v. 7).

CONCLUSÃO


A justiça dos homens é medida por medida, isto é, olho por olho e dente por dente (“lei de talião”Mt. 5.38; Êx 21.24).A lei de talião (do latim Lex Talionis: lex: lei e talis: tal, parelho), também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei é frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes. Essa também é a lei de Mamon, o deus do dinheiro e da exploração (Mt. 6.24). O cristão, porém, vive debaixo de uma outra lei (Mt. 5.39-42). A lei da graça de Cristo, por isso, é capaz de, por amor, abdicar de seus direitos em prol do evangelho, especialmente quando existe a possibilidade de escândalo (Mt. 18.17).

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. I Coríntios. São Paulo: Hagnos, 2008.
PRIOR, D. A mensagem de I Coríntios. São Paulo: ABU, 2006.

por José Roberto A. Barbosa
http://subsidioebd.blogspot.com/

QUESTIONÁRIO

1) Analisando a conclusão do nosso estudo descreva a diferença entre a lei dos homens e a lei que os cristãos devem seguir.

2)Qual o significado da palavra Koinonia?

3) Quais são as soluções apresentadas por Paulo para solucionar os problemas conflituais em Corinto?

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